top of page

Carreira dos Sonhos 2025: três pilares que todo líder tem de entender agora

  • Foto do escritor: Kiko Campos
    Kiko Campos
  • há 3 horas
  • 6 min de leitura
ree

Ontem assisti à 24ª edição da Carreira dos Sonhos, uma pesquisa que tenho o privilégio de acompanhar há 13 anos. E enquanto via Paula Esteves e Danilca Galdini apresentando os resultados de 2025, lembrei imediatamente de uma foto de 2012, de uma das primeiras edições a que assisti — quando a pesquisa ainda se estruturava como um mapa precioso das aspirações de carreira no país.

Treze anos depois, a sensação permanece a mesma: a Carreira dos Sonhos é, provavelmente, o estudo mais completo, consistente e humanizado sobre carreira e juventude no Brasil. Uma pesquisa que não apenas mede tendências — ela forma tendências. Uma pesquisa que não apenas entrega dados — ela também entrega sentido.

E isso só é possível porque, por trás dela, existe um ecossistema de líderes que transformou a forma como o Brasil pensa sobre pessoas:

Sofia Esteves, ícone e pioneira absoluta do RH no país;

Paula Esteves, CEO que consolidou a Cia de Talentos como referência global;

Carla Esteves, COO que sustenta a operação com excelência rara;

e Danilca Galdini, que desde a primeira edição é a mente e o coração dos dados — uma cientista que decodifica o comportamento humano com precisão técnica e sensibilidade artística.

Abaixo, compartilho — como espectador privilegiado dessa jornada — os principais destaques e os três pilares estruturantes que emergiram na edição de 2025.

1. Uma pesquisa que ninguém mais no Brasil consegue fazer

Os números impressionam ano após ano — mas neste, impressionam ainda mais:


  • 73 mil respondentes

  • Divididos em jovens, média gestão e alta liderança

  • Representatividade nacional em classe social, região, raça, gênero e modelo de trabalho

  • 97 parceiros ajudando a levar a pesquisa “a todos os cantos do Brasil”


Além disso, a Cia de Talentos combina algo que quase nenhuma instituição faz:

Dados quantitativos + narrativas individuais + IA conversacional + inteligência coletiva

Não existe no país nada semelhante em escala, metodologia e profundidade.

E talvez não exista no mundo.

ree

2. O mundo do trabalho virou — e as pessoas também

Em 2015, os respondentes buscavam no trabalho:


  • estabilidade financeira

  • realização e prazer

  • reconhecimento

  • qualidade de vida


Em 2025, as mesmas palavras aparecem — menos uma: prazer.

O prazer deixou de ser uma expectativa central.

Não porque as pessoas desistiram dele — mas porque ficaram céticas quanto a se o trabalho ainda pode oferecê-lo.

O trabalho deixou de ser fim para ser meio:

Um instrumento para garantir estabilidade, oportunidades, aprendizagem e reputação.

O que está mudando não é o comprometimento — é a relação com o modelo tradicional de trabalho.

A pesquisa escancara isso com uma frase poderosa da própria Danilca, que resume a geração inteira:

Não é sobre menos compromisso. É sobre menos conexão com este modelo de trabalho atual.

3. Os 3 grandes pilares de transformação que explicam 2025

A Carreira dos Sonhos 2025 organizou a mudança do trabalho em três pilares centrais, que conectam comportamento humano, cultura corporativa e estratégia organizacional.

PILAR 1 — Unfollow da pressão: o bem-estar virou pré-requisito (não benefício)

Os dados são alarmantes:


  • O Brasil é o terceiro país no mundo que mais se preocupa com saúde emocional

  • O país registrou 472 mil afastamentos por transtornos mentais no último ano

  • O número cresceu 67%

  • Entre líderes, o uso de medicação para ansiedade e estresse saltou de 18% para 52%

  • Entre equipes, de 21% para 59%


É uma epidemia silenciosa.

E mudou completamente o significado de sucesso.

Hoje, sucesso é:


  • autonomia

  • domínio do tempo

  • flexibilidade

  • capacidade de escolher onde e como trabalhar

  • letramento emocional

  • relações saudáveis


Não é mais o crachá, o terno ou o salto alto.

É a vida antes do login.

E esse movimento impacta todas as gerações — não só os jovens.

PILAR 2 — Sucesso Life-Centric: estabilidade é bem-estar, finanças e futuro (não tempo de casa)

A palavra estabilidade continua sendo a nº 1 entre todas as gerações — mas com outro significado.

Estabilidade agora é:


  • Segurança econômica

  • Ambiente emocionalmente saudável

  • Crescimento real e contínuo

  • Sentimento de futuro dentro da empresa


Além disso:


  • 59% dos jovens preferem CLT

  • Entre líderes, há um crescimento do desejo por empreender, chegando a 43%


E o motivo nº 1 de incômodo nas empresas é contundente:

Falta de reconhecimento.

43% dos jovens, 41% da média de gestão e 31% da alta liderança afirmam que este é o principal problema.

Reconhecimento, hoje, precisa ser:


  • financeiro

  • emocional

  • de crescimento

  • e diário


Qualquer lacuna invalida o sistema.

PILAR 3 — Relação freemium: a revolução silenciosa do acordo psicológico

A pesquisa apresentou uma metáfora brilhante:

Nível FREE

A empresa oferece salário → a pessoa entrega o básico com qualidade

A pessoa protege seu bem-estar mínimo

Nível PREMIUM

A empresa reconhece, valoriza e investe → a pessoa entrega inovação, dedicação e performance superior

É uma negociação contínua.

Uma relação horizontal.

Um acordo psicológico onde ambos precisam honrar o combinado.

E é esse movimento que está reconfigurando:


  • expectativas

  • engajamento

  • retenção

  • produtividade

  • cultura

  • e, principalmente, liderança


4. A liderança que inspira é próxima, humana e presente

Apenas 40% dos jovens dizem ter uma liderança inspiradora.

Entre a média e a alta gestão, o índice sobe para 62%.

O que define essa liderança?

Proximidade pessoal.

51% dizem que a liderança inspiradora é aquela que conversa, escuta, acompanha e apoia.

E os líderes mais citados refletem três perfis arquetípicos:


  • Luísa Helena Trajano — empatia e humanização

  • Elon Musk — inovação e disrupção

  • Erika Hilton — coragem e resiliência


Mas o dado mais bonito é outro:

Um grande volume de respondentes citou seus líderes diretos — e até ex-líderes — como a principal referência.

É prova de que a liderança cotidiana importa mais do que qualquer celebridade.

Ela molda gerações.

Ela transforma carreiras.

Ela forma cultura.

5. As empresas dos sonhos — e o novo mapa do desenvolvimento

Pela primeira vez em 3 anos, o percentual de jovens com “empresa dos sonhos” caiu:


  • 2023: 75%

  • 2024: 73%

  • 2025: 59%


É coerente: Se o trabalho mudou de significado, a ideia de “empresa ideal” também muda.

E o motivo nº 1 para escolher uma empresa, entre jovens, média gestão e alta liderança, é o mesmo: Desenvolvimento!

Mas desenvolvimento não é qualquer coisa.

Para o jovem, desenvolvimento é:


  • uma jornada clara e previsível

  • que prepara para o futuro

  • com tecnologia

  • desafiadora

  • colaborativa

  • cognitiva

  • com significado

ree

E mais: Liderança emocionalmente preparada reduz exaustão em 21%.

Treinamento consistente reduz ansiedade, depressão e tensão em 20% a 25%.

Desenvolver virou uma estratégia de retenção, de produtividade e de saúde organizacional.

6. O pioneirismo e a consistência da Cia de Talentos

A Cia de Talentos é, sem exagero, uma das organizações mais influentes no desenvolvimento de pessoas no Brasil.


  • 38 anos de história

  • Projetos já realizados em 40 países

  • Mais de 1,5 milhão de jovens passando por seus programas anualmente

  • Ferramentas proprietárias baseadas em neurociência, IA e métodos exclusivos


Nenhuma outra empresa no país carrega esse volume, essa consistência e esse compromisso público com o futuro do trabalho.

E isso tem nome e sobrenome. Tem pessoas. Tem legado.

Sofia Esteves, que abriu as portas do RH brasileiro para novas gerações.

Paula Esteves, que eleva a pesquisa, a operação e a visão estratégica.

Carla Esteves, que garante que tudo aconteça com precisão e humanidade.

Danilca Galdini, que há 24 anos transforma dados em conhecimento, comportamento em narrativa e tendências em clareza.

Danilca é, como escrevo desde 2012, uma cientista-artista: rigor técnico com alma humana.

7. Por que a Carreira dos Sonhos continua imprescindível?

Porque ela captura o que o Brasil pensa.

E, mais do que isso, captura o que o Brasil sente.

Ela identifica medos, aspirações, pressões e ambições com a sensibilidade de quem entende que a carreira não é apenas estratégia — é emoção, identidade, pertencimento e futuro.

No momento mais complexo da história do trabalho, precisamos de dados que iluminem caminhos — não que estigmatizem gerações.

E é isso que esta pesquisa faz.

Ano após ano.

Com consistência rara.

Com responsabilidade profunda.

Com impacto real.

E com a marca de uma empresa que, há quase quatro décadas, acredita que o futuro do país passa por seus talentos — e investe neles antes de qualquer outra organização.

8. Conclusão — Uma pesquisa que emociona antes de informar

Ao assistir à edição deste ano, tive a mesma sensação de 2012 — mas amplificada:

O Brasil tem, na Cia. de Talentos, um patrimônio nacional de conhecimento sobre gente.

A Carreira dos Sonhos 2025 é mais do que um estudo. É:


  • um mapa de transformações sociais

  • um termômetro emocional das organizações

  • um guia para líderes e empresas

  • um alerta sobre saúde mental

  • um chamado por novas formas de reconhecimento

  • um manifesto sobre desenvolvimento contínuo

  • um espelho da juventude

  • e um farol para o futuro


E é, sobretudo, uma homenagem viva ao pioneirismo de Sofia Esteves e ao trabalho impecável que Paula, Carla e Danilca seguem fazendo — com consistência, ciência, sensibilidade e coragem.

Que venha a 25ª edição. E parabéns às empresas reconhecidas pelo prêmio.

ree

E que nós, como líderes, tenhamos a sabedoria de usar esses dados não para julgar gerações — mas para reconstruir o futuro do trabalho de forma mais humana, sustentável e inteligente.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


Rede sociais e contato

LinkedIn

​​​​​

kiko@kikocampos.com

Sobre Nós

Kiko Campos é executivo global de Recursos Humanos, especialista em cultura, liderança e transformação organizacional. Atuou como diretor em empresas como Vale, Carrefour e Grupo BIG, liderando projetos de mudança em larga escala, em ambientes complexos e multiculturais.

 

© 2025 Kiko Campos – Todos os direitos reservados.

bottom of page